Porque a vida, a sobrevida e a nova vida de Flávio vêm semeando lições para todos que acompanham sua recuperação.
A história
Um dia que começou com uma remada ao amanhecer
Flávio Câmara nadava, remava, disputava corridas e praticava pilates. No sábado, 29 de novembro de 2025, depois de uma remada bem cedo na Praia da Boa Viagem, sentiu uma dor forte. No hospital, veio a descoberta: uma pequena perfuração no duodeno. O que seria uma cirurgia de complexidade mediana virou uma luta de vida ou morte.
Foram duas paradas cardiorrespiratórias, de 7 e de 26 minutos, um mês em coma induzido e sucessivas cirurgias. Para mantê-lo vivo, as medicações pesadas cobraram seu preço: Flávio perdeu o braço direito, a mão esquerda e os dois pés.
Mas Flávio não lutou sozinho. Contou com Ana Lúcia, a guerreira sempre ao seu lado, com os filhos Vinicius e Natália, que veio do Canadá assim que soube, com Jaudete, familiares e amigos — e com médicos, enfermeiras, fisioterapeutas e psicóloga que se desdobraram por sua vida.